Podes perguntar-te o porquê de se utilizar turbante nas aulas de Kundalini Yoga.

Yogi Bhajan recomendava utilizar algo para cobrir a cabeça para proteger o chakra da coroa das interferências externas. A cobertura para a cabeça não tem de ser um turbante. Mas existe toda uma tecnologia que informa sobre os resultados obtidos com o uso do turbante, e além disso o turbante tende a permanecer bem colocado durante a prática das posturas de yoga. De preferência, para a prática, o tecido utilizado para cobrir a cabeça deve ser de fibra natural (por exemplo, algodão, seda) e branco.

Sob o turbante, o cabelo deve estar limpo, desembaraçado e preso num coque (nó rishi) no chakra da coroa, perto da fontanela no caso das mulheres e à frente da fontanela no caso dos homens. A fontanela, o décimo portão ou o 7º chakra, é conhecida como o centro solar e amarrar o cabelo nesse ponto específico concentra a energia. O nó rishi remete a rishi, o termo védico para designar uma pessoa iluminada que se apercebe da verdade suprema por meio da meditação.

Essa tecnologia baseia-se na aplicação de uma pressão craniossacral, o que proporciona a sensação de calma e concentração. A pressão do turbante também influencia no padrão do fluxo sanguíneo no cérebro. Normalmente, são utilizados turbantes brancos para ensinar, de modo a expandir a aura (Yogi Bhajan dizia que o uso da cor branca acrescenta 30 cm adicionais aos 2,5 metros já irradiados pela nossa aura).

Alguns membros da 3HO utilizam turbantes todo o tempo porque gostam do efeito obtido ou porque seguem o caminho do siquismo. Utilizar o turbante é como coroar o divino em ti, e torna evidente a todos ao redor o teu compromisso com o caminho espiritual.

Photo credit : Viveka Pasquier. Kundaliniyoga Institutet. Sweden.

Yogi Bhajan
Quando amarras o turbante, ocorre um ajuste craniano. Todas as partes do crânio convergem e mantêm-se unidas. Isto proporciona poder cerebral para solucionar as coisas. É por isso que o turbante é chamado “pugaree”. Pug significa pés. Garhee significa fortaleza. Ou seja, aquilo que dá fortaleza aos teus pés. É o que sustenta a tua personalidade. Yogi Bhajan 17/6/94,  Primeira conferência anual de professores, Novo México Yogi Bhajan